Não escrevi nada durante a visita de Yoani Sanchez ao Brasil
porque acho que tem certas coisas que é melhor ignorar do que protestar. Não quero
dizer com isso que fui contra os protestos realizados, mas que eles acabaram
dando mais visibilidade a uma agente de direita, isso eles deram. A mídia
antipetista e anticuba cobriria igual sua passagem por aqui. Porém, ao meu ver,
os protestos transformaram esta pessoa quase numa popstar. Deram um pouco mais
de pauta para os meios de comunicação a serviço da direita. Deixasse ela
assistir quieta o péssimo documentário produzido por um brasileiro, autografar
meia dúzia de livros na livraria (des)Cultura (tenho certo orgulho de nunca ter
pisado num desses templos que transformar a leitura, a cultura, em mero artigo
comercial), confabular com os neoliberais do PSDB e DEM e fazer turismo (parece
que o principal objetivo da agende da CIA) e a repercussão talvez tenha sido
diferente.
Aliás, agora na Europa, Yoani não cansa de citar o Brasil
criticando os protestos aqui realizados. Demos palco a ela fizemos o que ela mais queria: criar polêmica
e ganhar visibilidade.
Acho que nós, da esquerda, devemos estar mais preocupados em
denunciar e lutar contra a prisão ilegal
dos cinco cubanos nos Estados Unidos do que dar palco para Yoani.






